Dia 18, 19:30, Sol Mar na Rua do Coliseu. Três pregos, três canecas, e siga pra bingo.21:30 - Entrada no Coliseu dos Recreios. Subida a passos largos para a galeria superior.
Chego lá acima, observo o mar de gente em baixo ( já vi mais cheio de qualquer das formas ).
Começa o calor e a transpiração.
Abertura com Pendragon ( fraquito, a meu ver ). Tocaram mais ou menos 4 temas, os quais o público acompanhou.
Começa o calor infernal, e começa a ressaca por um cigarro (bons velhos tempos em que se fumava no Coliseu... e se ficava 5 dias a cheirar a tabaco...).
Estive no concerto de Dream Theater na Aula Magna há uns anitos. Antecipo o espetáculo de hoje, enquanto vou pensando no mar de gente em baixo e no pessoal, que vai tirando as t-shirts e se vai "roçando" nos outros... yuc.
O público alvo de Dream Theater, acaba por não ser muito específico ( o som é tecnicista e de boa qualidade o suficiente para cativar um público vasto, mesmo sendo baseado em metal ), no entanto a maioria era "headbangers metaleiros". Outra espécie abundante q.b. eram os góticos, "gós" prós amigos ( saudades...). Naquele dia deve ter sido particularmente difícil aguentar o fim de tarde... preto da cabeça aos pés, corpetes, botinha com salto de metro e meio... já pra não falar das peles brancas ( brancas não! transparentes, que ao mínimo raio solar se transformam em pó). Adiante.
O concerto começou com a boa qualidade musical a que já nos habituaram ( instrumental ). Tudo a rebentar, teclas, bateria, guitarra, baixo. E eis que chega o vocalista... óh não! tirem essa cana rachada daí...
Não me intitulo crítico de música ou o que quer que seja, mas na medida em que paguei o meu bilhete e estive lá, reservo-me o direito de falar da experiência. Gosto bastante dos Dream Theater, tenho alguns albúns em cd e dvd, e regra geral, embora não seja um banda que eu siga atentamente, vou-me mantendo actualizado ( tenho de ouvir o novo ). Gosto da junção daqueles géniozinhos todos, e da forma como conseguem produzir som de alta qualidade em grupo. Gostei de ver o Petrucci (tá velho...tem a barba toda grisalha), o Myung (botinha gay..,), e o Portnoy (o homem tá todo tatuado... ) a darem cartas nos seus instrumentos. Gramei o teclista (Jordan Rudess ) que nunca tinha visto ao vivo ( se não me engano no da Aula Magna, era o Derek Sherennian nas teclas). Houve uma coisa que, embora não me tenha surpreendido, me deixou irritado...
O vocalista... James LaBrie ( LaBrego prós amigos). Embora haja uma legião de fans da banda que são indiferentes a isso, eu considero o gajo uma nódoa. Não que ele não saiba música, não que ele não seja adequado ao estilo, não que ele não seja um "frontman" à altura, mas caraças, não consigo levar com a voz dele. E assim, invariavelmente, Dream Theater é pra mim uma banda instrumental. Ponto. SITE OFICIAL DA BANDA AQUI
Nos 15 minutos finais do concerto de duas horas, lá descobri um sítio onde se fumava... uma escadaria lateral ao palco, com porta de emergência que entretanto alguém abriu para circular o ar. Foi refrescante pelo ar que circulava, e pelo cigarro que fumei, mas frustante por saber que estive quase 2 horas e meia de pé a suar que nem um porco e a ressacar cigarros, com uma sala pra isto mesmo ao lado.
Bottom line = foi uma experiência agradável. Já tinha saudades de concertos. Tou com uma pica do caraças para ir ver Irmãos Catita, no entanto não faço ideia por onde os gajos páram...
0 comentários:
Enviar um comentário