O tema da "bola" nunca foi o meu forte. Sou do Sporting por simpatia, mas não vibro ao ver os jogos, nem choro quando o resultado não é favorável. O meu parco conhecimento futebolístico resume-se a meia dúzia de nomes de clubes e ainda menos de jogadores. No entanto, na actualidade dos tempos modernos a nível nacional, não é necessariamente útil saber o nome dos jogagores, a sua proveniência, a sua qualidade. É muito mais útil saber o nome dos treinadores e dos dirigentes desportivos, bem como os processos em julgado na Procuradoria Geral da República, tendo em conta que o que move o futebol cá dentro, não são as boas ou más prestações desportivas, mas sim os escândalos associados...adiante. Assim sendo, sou normalmente excluído das típicas conversas de café, limitando-me a ouvir (na melhor das hipóteses) ou a simplesmente ignorar. Durante inúmeras conversas, fui apanhando alguns detalhes. Um dos detalhes foi a questão de alguns jogadores falarem para a comunicação social na terceira pessoa. Eu sempre achei isto uma hipérbole, no sentido em que realmente nunca acreditei que houvesse ( pelo menos nos tempos actuais ) algum bronco que o fizesse.
Espanto...
Ontem na Antena1 estava, como é habitual, a passar a rubrica desportiva. Enfim, para mim nada de importante, normalmente ignoro, mas desta vez foi diferente...
Eis que ouço o Miguel Veloso, a falar a respeito da contratação de um novo ponta de lança. Até aqui tudo bem, até porque tinha curiosidade em ouvir falar um gajo por si só tão falado como o Miguel Veloso. Segundo consta ele é uma primadonna. Tudo ok. E não é que ouço o gajo a falar na terceira pessoa ????
Por esta não esperava, mas foi qualquer coisa deste género:
" o Miguel tá satisfeito"...." O Miguel vai esforçar-se por ajudar o clube".... " o Miguel acha que sim"...
Mas afinal que palhaçada vem a ser esta? Mas porque é que ainda continuamos a contemplar estes cepos? Porque lhes damos (lhes damos, uma ova, lhes dão ) tempo de antena?
Claro que há pessoal que vai argumentar que eles valem pelo que jogam, não pelo que falam... ok, tudo bem, mas se tivermos em conta que a linguagem é uma das formas principais de comunicação e veiculação dos pensamentos, expressão, etc., o que irá na cabeça (no amendoim) de um anormal destes? Nestes casos tão graves eu sou a favor da eutanásia... acabava-se-lhe logo com o sofrimento.
Something from New York
Há 4 semanas
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