Segunda-feira, 20 de Julho de 2009

viagem ao passado

Este sábado recuámos no tempo, até a tempos idos e a costumes passados. Foi mais uma ida ao Mercado Medieval, este ano com o tema "dias de Medo, dias de Glória".

Chegámos por volta das três da tarde, ( com os bilhetes comprados pela net ), acelerarámos até à entrada, porque a barriga já dava horas. Demos uma volta de reconhecimento, um pouco pra ver o que havia e também para encontrar um tasca de um tal alemão que vendia Franziskaner e sandes de salsicha alemã grelhadas ( aquelas brancas com ervas ). Alguns tascos ainda estavam fechados, lá acabámos por ir para a zona da entrada, e "almoçámos" na Banda Gaeira. Comemos tormentas de porco, sopa aporcalhada e regámos tudo com sangria e cerveja e até um balde de café de saco.

Observámos as personagens esquisitas que iam entrando no recinto da feira. De destacar as góticas vestidas com atilhos até ao pescoço, sapatos fetiche e dois cús, os metaleiros com extensões prateadas, e o casal de utra glam-rockers que andavam por lá vestidos de colants justos brilhantes, all-stars, e t-shirts esquisitas. Barriga cheia, as meninas decidem ir ao stand das "bruxas" para uma sessão de artes divinatórias, jogar o poker de outros tempos.... o tarot... ia haver all-in?

Eu e o J.V. fomos castigar o fígado pelas tascas. Mas primeiro, e como manda a tradição, vamos lá comprar um instrumento musical. Do que tínhamos visto, não havia muita coisa, por isso, para variar fomos ao stand das trompas, tentar arranjar uma. O dono do stand não estava lá, fomos dar mais uma volta. Parámos no stand do hidromel. ( eu odeio mel, por isso mantive-me reticente por um minuto ou dois ), no entanto lá acabei por beber uma coisa daquelas.... pra meu espanto era óptima e bastante natural ( ao mel é adicionada água e a fermentação é feita apenas com esses dois ingredientes, obtendo-se uma bebida doce, de tom amarelado, e com uma graduação alcoólica de 16º... nada mau se fresquinho ). Mais uma volta, mais hidromel e já vamos nos quatro. A juntar às cinco cervejas do almoço, embora com sol, começa a aparecer nevoeiro... nevoeiro e operadores de câmara da RTP... ao que parece, eu e o J.V. aparecemos no telejornal do dia seguinte ( porra pá... nem uma basezita, nem um rimel...devia estar cheio de olheiras...)

Damos mais uma volta e compro um gorro. Daqueles em bico com meio metro, de lã azul e com um guizo na ponta. Pensando bem, não precisava do gorro pra fazer figura de palhaço, mas entretanto levantou-se um vento frio e aquilo deu muito jeito. Pelo caminho encontrámos a Ana Malhoa dos tempos medievais ( não pelo aspecto de badalhoca, mas pelo facto de carregar uma pitão albina amarela ao pescoço ). Mais á frente, o seu companheiro, com uma pitão não albina.... odeio cobras.

Fomos ao stand das trompas, desta vez ele estava lá... com a sua crista típica e o sotaque de torres vedras. Estávamos de olho numas caveira piriris que lá estavam e nas trompas. Regateámos o preço, o J.V. queria comprar três caveiras no valor de 1 torreão e meio, por cinco torreões no total... eu queria comprar uma trompa de 10 torreões e três caveiras. Pelo que ao dar vinte torreões, como o troco era chato, ainda levei mais uma caveira de borla e recebi cinco torreões de troco ( os do J.V.) Seguimos pra mais uma volta...fomos a um dos palcos principais onde estava a haver animação ( música e dança ). Observámos incrédulos um bailarino (egípcio??) a rodopiar sem parar durante pelos menos um quarto de hora ( que nós víssemos) e ao acabar, caminhar direitinho sem cambalear.

Reencontrámos as meninas ( depois de uma hora e meia de artes divinatórias ). Uma vinha muito contente com as palavras da bruxa, outra não... Que se lixe, vamos comer pastéis de nata de chocolate ( vamos, não... vão.... aquilo tinha um péssimo aspecto). Depois disso, fomos a uma tasca comer espetada e broa, e mais cerveja. A feira estava fraca, o vento estava forte, tínhamos mas era de ir beber uns copos. Seguimos para o stand dos Alquimistas ( impressionante, estavam lá todos, os mesmos que há dois anos, os mesmos que o ano passado),a F. foi fazer festas numa águia que la estava, bebemos ginja e licor de poejo e elixir de cevada. A cada bebida ( no valor de dois torreões ) eles ofereciam o copinho, que este ano estava muito sofisticado.... um cálice pequeno para os licores e um cálice grande para a cerveja, em barro envernizado, portanto, tinha agora ao pescoço:

1 copo de hidromel ( tipo corno mas dobrado pra pousar)
2 mini cálices de licor dos Alquimistas
1 cálice de cerveja
1 trompa

Decido colocar tudo na mochila, ou hoje ainda estaria com 1 torcicolo. O dia já estava a chegar ao fim, era altura de seguir pra casa. Passámos no bar coisa e tal (nunca me lembro do nome daquilo) onde servem os famosos "toupeiros". Um toupeiro e um expresso e siga pra casa. Acabámos a noite a comer pizzas e a ver o "Slumdog Billionaire" e o "Vicky Christina Barcelona". O slumdog foi sobreavaliado, o v.c.b., monótono.

Dia bem passado.

2 comentários:

  1. Bem passado sim senhor's!
    A ver se pa próxima vamos aos jardins do Berardo!

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  2. Dois machos latinos das cavernas a espalhar charme em Obidos...
    É pena os gajos não recriarem os bordeis em que um gajo no fim paga à moçoila com um saquinho de pimenta ou manjericão!

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