Terça-feira, 17 de Novembro de 2009

caminhos longos

Este blog versou durante o seu início sobre a bela da surfada... actualmente à falta de onda ( à minha medida ) e tempo, versa sobre o que quer que seja, nem que seja uma vez por mês.

Hoje apetece-me divagar um bocado. Mesmo correndo o risco de plagiar aqueles blogs da moda em que os pensamentos se traduzem numa descomunal verborreia na qual não se percebe nem conteúdo nem forma, cá vai:

Porque é que há pessoas que escolhem sempre o caminho mais difícil?

Quem me conhece, sabe que sou um gajo muito indeciso (eu prefiro dizer ponderado). A questão é que, dependendo do assunto a abordar e da urgência há que ponderar mais ou menos factores, arriscar mais ou menos, resumidamente, PENSAR mais ou menos.

Há uns tempos que tenho vindo a constatar que há pessoas na minha vida profissional que gostam de escolher sempre o caminho mais difícil. Não compreendo o motivo, e embora o questione, acabo por continuar a seguir viagem no mesmo barco e obviamente pelo caminho escolhido... o mais difícil, claro.

Lembro-me dos meus tempos de geek do magic the gathering, em que passava horas com os meus amigos de desgraça (magic) a fermentar ideias para baralhos invencíveis. O que habilmente fazíamos eram os chamados "brain storms", dos quais normalmente saíamos sempre entupidos de cigarros, cafés, uma boa dose de dores de cabeça e uma grande dose de novas ideias e "killer combos" pra usar nos "grandiosos" duelos que fazíamos. Questionando ou não a utilidade desses "brain storms", o que é certo é que deram frutos. Falando por mim, mas creio que por todos também, estas sessões de tempestades cerebrais deram bagagem para algum pensamento estratégico, ponderação e afins.

Gosto de brain storms... mesmo que o resultado final não seja nada, o cérebro sempre abate uns quilitos de gordura acumulada a ver novelas da tvi e recupera alguma agilidade.

Podemos sempre perguntar a nós próprios: Vale a pena perder 2 horas a idealizar um projecto e recuperá-las depois na execução ou poupamos essas 2 horas agora, decidindo num ápice para depois sangrar 5 minutos de tempo perdido de cada vez , ad eternum, ou eventualmente ter de abortar tudo e recomeçar de novo? Por mim, prefiro perder o tempo agora. E embora eu compreenda as motivações por trás do "para a frente é que é caminho!", prefiro o "para qualquer lado é que é caminho...", temos é que escolher o melhor.

Às vezes o tempo foge de tal forma que não temos tempo para pensar, mas no geral é melhor perder meia horita nisso.


Pronto(s). Já divaguei tudo. Agora já estou na moda, mas amanhã falo de ondas novamente.

1 comentários:

  1. Boa defesa do pensamento estrategico... leva isso em mente para a reunião!!! :-)

    ResponderEliminar